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Descrição da imagem - com Viviane Gomes

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O Festival Latinidades começou de forma emocionante. Muito sensibilizada, a jornalista Maria Paula lembrou as diversas histórias que tiveram que acontecer para que o festival se realizasse. Destacou também toda movimentação, articulação e esforço necessários para que tantas mulheres negras, vindas dos mais diferentes locais do Brasil, chegassem até Brasília (DF) para acompanhar o festival, que começou no dia 27 e vai até 30 de julho.

Giovana Xavier apresentou a primeira mesa, Memórias de visionárias, dando boas-vindas com o poema Parto, de Mariane Alves. Em seguida, propôs que uma mulher olhasse para outra e dissesse: “Eu te vejo e é bom você estar aqui”.

Com a plateia envolvida e acolhida, Rosana Paulino falou sobre a importância das imagens para a construção da identidade. Com imagens impactantes, a artista explicou suas produções. A instalação Patuás, por exemplo, é composta por um grande mosaico de patuás que trazem fotografias dos antepassados de Rosana. Em outra arte gráfica, Rosana colocou fotografias de mulheres negras no rótulo de garrafas posicionadas no chão em frente a uma parede com pôsteres de outras mulheres negras. Assim, para saber o que estava escrito nas garrafas, as pessoas tinham que se ajoelhar diante das mulheres negras.

Elizabeth Aparecida Pinto traz a proposta das narrativas de si, capazes de promover o encontro de um caminho para autonomia e coragem. A pesquisadora falou sobre sua pesquisa acadêmica e de seu contato pessoal com Laudelina Campos de Melo, fundadora do Sindicato das Trabalhadoras Domésticas.

A maranhense Celia Cristina Pinto da Silva, da CONAQ, falou sobre a importância do papel das mulheres na Coordenação Nacional das Comunidades Quilombolas. Ela conta que as mulheres sempre protagonizaram a luta por diretos desde que os antepassados foram arrancados da África. E os homens apareceram como heróis e as mulheres como coadjuvantes. Celia conta que realiza oficinas de empoderamento para as mulheres e chega num lugar desse como o do festival e solta a voz. Num processo de afirmação e cura pelo uso da própria voz para contar sua própria história.