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Afrontosas: agir para transformar

A estudante de pedagogia Maria Clara Araújo dos Passos disse que é impossível não levar sua experiência como mulher trans negra para sua pesquisa em pedagogia. “Colocar o meu corpo travesti negro no curso de pedagogia da UFPE é revolucionário”, disse.  Para a cineasta Viviane Ferreira, a revolução da mulher negra é seguir resistindo; seguir afrontando para continuar existindo. A autora de Um dia de Jerusa, foi precisa ao mencionar a necessidade de ampliarmos a nossa participação em toda cadeia da produção audiovisual. Uma energética Vilma Reis levantou a plateia por diversas vezes. Vilma disse que a entrada de negros na universidade pressupõe que tenhamos uma agenda para que possamos permanecer e ampliar nossa presença nas instituições de ensino superior. Ela também fez um chamado para que movimentos sociais e coletivos de todo o pais se mobilizem para estarem no dia 16 de agosto, em Brasília, pressionando o Supremo Tribunal Federal para garantir a demarcação dos territórios quilombolas. “São 10 milhões de pessoas afetadas. Pessoas negras. Essa tem que ser uma luta de todas. Precisamos ocupar as ruas.”

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