Menu Ative-se

#NuncaMais - 28/maio/2018

Email to someoneShare on FacebookGoogle+Tweet about this on Twitter

A jovem negra de 15 anos morreu em 25 de abril de 2015. Residente na cidade do Rio de Janeiro. Procurou o Sistema Único de Saúde da cidade em trabalho de parto, mas foi atendida somente três horas depois de chegar.

Apesar de apresentar demora no parto e sinais de complicação e alto risco (com pressão alta e pré-eclâmpsia), a equipe recusou- -se a encaminhá-la para o parto cirúrgico, realizando manobras para forçar o parto normal.

Rafaela teve eclampsia, ruptura do útero, hemorragia, aspirou vômito, foi transferida em estado grave para um hospital, onde faleceu horas depois, quatro anos após a decisão de CEDAW sobre o caso Alyne Pimentel.

Apesar de estar acompanhada da mãe, em nenhum momento a equipe prestou informações à família. Rafaela, que havia feito todas as consultas de pré-natal prescritas, morreu após dar à luz um menino de 3,5 kg e 53 cm através de cesariana.

Rafaela é infelizmente mais um caso perverso de morte materna, onde a ineficácia do estado e o racismo prevaleceram.

Fonte: A SITUAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS DAS MULHERES NEGRAS NO BRASIL VIOLÊNCIAS E VIOLAÇÕES. Criola e Geledés. https://www.geledes.org.br/wp-content/uploads/2016/11/Dossie-Mulheres-Negras-PT-WEB3.pdf