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#NuncaMais - 08/maio/2017

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Na noite de sábado, do dia 27 de Novembro de 2015, em Costa Barros, 5 mães perderam seus filhos! 111 tiros foram disparados contra 5 jovens que passavam de carro; 5 vidas interrompidas precocemente; 5 famílias dilaceradas… um crime que abalou o Brasil..

Os jovens, Wilton Esteves Domingos Júnior, de 20 anos; Carlos Eduardo Silva de Souza,16 anos; Wesley Castro Rodrigues, de 25 anos;   Cleiton Correa de Souza,17 anos e Carlos Eduardo Santos, 18 anos passaram o dia no Parque Madureira, onde foram comemorar o primeiro salário de Carlos Eduardo… amigos de infância, foram movidos pela felicidade de poder gastar o primeiro salário que havia recebido, fruto do seu primeiro emprego de carteira assinada,um dos maiores símbolos de cidadania.

Festejar, é normal; sair pra comprar um lanche com seu próprio dinheiro, é normal; cinco jovens negros dentro de um carro, perto de casa, também é normal… o que não é normal é ser assassinado por causa disso!

Policiais atiraram contra o carro onde estavam os jovens, mas os meninos estavam perto de casa; moradores gritavam afirmando que não eram bandidos. Parentes conseguiram se aproximar do carro completamente perfurado de balas; dois meninos ainda agonizavam… mas, a polícia negou socorro, forjou a cena do crime e alegou na delegacia, para justificar a injustificável quantidade de balas disparadas por suas armas, que se tratava de uma troca de tiros com bandidos. Ou seja, não satisfeitos de assassinarem 5 jovens inocentes, fizeram questão de macular suas trajetórias, o famoso “forjado”,uma prática muito comum da Polícia do Estado do Rio de Janeiro.

No entanto, os policiais autores dos disparos – os soldados Thiago Resende Viana Barbosa e Antônio Carlos Gonçalves Filho, o sargento Márcio Darcy Alves dos Santos e o cabo Fabio Pizza Oliveira da Silva – lotados no 41º BPM (Irajá) tiveram a prisão preventiva decretada , sob alegação de homicídio qualificado e fraude processual. Suas versões não condiziam com o laudo da perícia. socorro das vítimas pelos populares que encontravam-se no local, versão que foi desmentida pela perícia.

O que nunca mais deve acontecer

  • Jovens negros não podem ser considerados suspeitos pela cor da sua pele, isso é racismo;
  • É urgente o fim do AUTO DE RESISTÊNCIA;
  • A polícia atirou contra jovens inocentes que não esboçaram qualquer perigo, a não ser o fato de serem negros, pobres e estarem circulando na sua respectiva comunidade.

Os direitos desses jovens foram violados

  • O direito a vida, aos sonhos e as promessas de mais inclusão no Rio
  • A dor e o luto das famílias de perder seus entes queridos assassinados pela PMs. O estado do Rio de Janeiro,sequer pagou o sepultamento desses jovens;
  • O futuro desses jovens foram interrompidos precocemente. Ajudavam no sustento da família, estudavam , poderiam ser futuros doutores e vir a ajudar à transformação do país! Quem é que vai pagar por isso?